Notícias Contábeis


Média de preços para o Dia das Mães sobe abaixo da inflação

05/05/2026
WhatsApp
Facebook
LinkedIn
Twitter

Um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), revelou que os produtos mais comprados para o Dia das Mães registraram uma alta média acumulada de 2,89% em 12 meses. Ainda assim, o percentual ficou abaixo da inflação geral do país de 4,37% e do valor observado no mesmo período do ano passado, de 4%. 

Para a pesquisa, a entidade selecionou uma cesta de 38 itens que tradicionalmente são procurados nesta época do ano.

As joias se destacam com a variação mais alta da cesta de 2026, com aumento de 26,81%. De 2024 para 2025, a alta foi de 32,54%. 

Segundo a FecomercioSP, esse encarecimento se deve à valorização do ouro no mercado internacional, estimulada por incertezas geopolíticas e tensões comerciais. A prata e as bijuterias seguiram a mesma tendência de alta, com aumento de 10,48%.

As flores naturais estão 12% mais caras do que no ano passado, assim como os produtos para cabelo que aumentaram 9,74% e os livros não didáticos, que tiveram elevação de 6,74%. 

Entre os itens de vestuário, as sandálias registraram alta de 6,25%, seguidas por blusas (3,47%) e vestidos (2,22%). A menor variação do segmento ficou para as saias (1,7%). 

Entre os eletrodomésticos e eletrônicos houve queda, com o ar-condicionado liderando com 12,17%, seguido por refrigeradores (8,16%), ventiladores (7,24%) e fogões (6,48%).

“A cesta reflete uma média e não um comportamento uniforme de preços. Por isso, é importante realizar pesquisa prévia, comparar condições de pagamento e manter atenção ao orçamento doméstico a fim de evitar desequilíbrios financeiros”, recomenda a FecomercioSP.


Fonte: Agência Brasil

A temporada de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025, segue em andamento, com prazo final em 29 de maio. Com o envio das informações à Receita Federal, a orientação é redobrar a atenção no preenchimento para evitar inconsistências e possíveis pendências com o Fisco. Dados da Receita Federal mostram que, em 2025, mais de 1,29 milhão de declarações foram retidas em malha fina, o equivalente a 2,8% do total entregue. O volume reforça a importância de revisar cuidadosamente todas as informações antes do envio. A maioria das retenções ocorre por erros simples ou inconsistências nos dados declarados, o que indica que grande parte dos casos poderia ser evitada com mais atenção e organização. Declaração pré-preenchida exige conferência O uso da declaração pré-preenchida tem crescido entre os contribuintes no IR 2026. A ferramenta importa automaticamente dados como rendimentos, despesas médicas e informações bancárias já disponíveis na base da Receita Federal. Apesar de facilitar o preenchimento, a responsabilidade pelas informações continua sendo do contribuinte. Por isso, é necessário conferir todos os dados importados, já que eventuais erros ou omissões podem levar à malha fina. Seis erros mais comuns no IR 2026 A Receita Federal identifica padrões recorrentes de inconsistências nas declarações do Imposto de Renda. Confira os seis principais erros que podem levar à malha fina no IR 2026. 1. Informações sobre dependentes Um dos erros mais comuns envolve a declaração de dependentes. Situações em que uma mesma pessoa é incluída como dependente em mais de uma declaração são frequentes, especialmente em casos de pais separados. A exceção ocorre quando há mudança na relação de dependência ao longo do ano-calendário, o que deve ser informado corretamente. Outro ponto crítico é a omissão de rendimentos dos dependentes, como bolsas, pensões ou outras fontes de renda. 2. Erros de digitação Falhas simples no preenchimento podem gerar grandes divergências. Um erro de digitação, como a ausência de uma vírgula, pode transformar um valor de R$ 100,00 em R$ 10.000,00. Esse tipo de inconsistência, principalmente em despesas médicas, pode chamar a atenção da Receita Federal e levar à retenção da declaração. 3. Despesas médicas sem comprovantes As despesas médicas estão entre os principais pontos de verificação do Fisco. Devem ser declarados apenas os gastos que possam ser comprovados por recibos ou notas fiscais, que devem ser guardados por pelo menos cinco anos. Despesas reembolsadas por planos de saúde e gastos com medicamentos não são dedutíveis. As despesas médicas não confirmadas continuam entre os principais motivos de retenção na malha fina. 4. Rendimentos e fontes pagadoras Todos os rendimentos devem ser informados na declaração, inclusive quando há mais de uma fonte pagadora. Isso inclui salários, pró-labore, rendimentos de aluguel e aposentadorias. A omissão dessas informações pode gerar divergências, como nos casos em que o proprietário declara o aluguel recebido, mas o inquilino não informa o pagamento. Essas inconsistências podem resultar em penalidades, incluindo multa de até 20% sobre o valor não declarado. 5. Bens financiados Ao declarar bens adquiridos por financiamento, o contribuinte deve informar apenas o valor efetivamente pago até o momento, na ficha “bens e direitos”. O valor total do bem não deve ser declarado como se já estivesse quitado. Também é importante verificar as condições do contrato para evitar erros no preenchimento. 6. Incompatibilidade entre patrimônio e renda A Receita Federal realiza cruzamento de dados para verificar se o patrimônio declarado é compatível com a renda informada. Aquisições de alto valor sem justificativa aparente, como a compra de um veículo à vista com renda anual baixa, podem gerar questionamentos. Essa incompatibilidade pode levar à retenção da declaração para análise. Organização reduz risco de malha fina A organização dos documentos ao longo do ano é uma das principais formas de evitar problemas com a Receita Federal. Manter recibos, informes de rendimentos e comprovantes atualizados facilita o preenchimento correto da declaração. A revisão das informações antes do envio também é fundamental para reduzir o risco de inconsistências. Prazo do IR 2026 exige atenção Com o prazo final em 29 de maio, a recomendação é não deixar a entrega da declaração para a última hora. O envio antecipado permite identificar e corrigir eventuais erros com mais tranquilidade. A atenção aos dados informados, aliada à organização dos documentos, pode evitar a malha fina e possíveis atrasos na restituição.

Ler mais